Notas de Implementação do Esquema OBIS
Data da última modificação
Neste campo deve ser inserida apenas esta data em sendo conhecida. No caso da tabela de dados do DiGIR conter elementos que tenham diferentes datas de modificação, favor inserir a mais recente. Se a data de modificação é desconhecida, favor entrar com a data da primeira publicação.
Código de Coleção e Código Institucional
O Código de Coleção e o Código Institucional podem ser os mesmos no caso da Instituição dispor de apenas uma coleção. Estes códigos podem ser nomes completos no lugar de códigos ou abreviaturas, se assim preferir. O Código de Coleção (e/ou o Número de Campo) pode ser a união da Estação com os nomes/códigos de Expedição.
Número de Catálogo
O Número de Catálogo deve ser estável com o passar do tempo. Assim, se um registro for apagado, este número não deve ser usado novamente para um novo registro no Número de Catálogo.
Nome Científico
Se um registro é identificado com o nível de gênero e espécie, este campo deve ser preenchido com o gênero e o epíteto específico com um espaço entre estes (para um total de duas palavras). Se um epíteto de subespécie é conhecido, este pode ser incluído na mesma linha (para um total de 3 palavras). Se a identificação for apenas para um nível hierárquico maior do que gênero, o nome do último nível deve ser adicionado nesta linha (apenas uma palavra). Favor não incluir a autoria dos nomes científicos neste campo.
Autoria do Nome Científico
O ano da publicação original deve ser incluído se for conhecido, separadamente do nome do autor por vírgula e espaço. Se o nome foi mudado após uma revisão do gênero, a autoria e o ano devem aparecer em parênteses. Veja exemplos válidos:
Smith
Jones,1973
(Hastings, 1986)
Uso dos campos de Início/Fim
Há vários campos, como latitude, longitude, dia de coleta, mês de coleta e etc., os quais têm uma versão de início e fim. Por exemplo, o esquema OBIS tem “Latitude”, “Latitude Inicial” e “Latitude Final”. Assim, como fazer o preenchimento destes campos, provavelmente, é a parte mais confusa do esquema OBIS.
Por que estes campos existem? Estes não são redundantes?
Sim, eles são redundantes, mas existe uma razão para isso. O Darwin Core representa todos os campos de localizações e o tempo como um único campo. Entretanto os membros do OBIS acreditam ser importante a possibilidade de expressar um intervalo de localização ou tempo. Por exemplo, um arrasto pode ter ocorrido ao longo de uma linha de transecção, que é mais bem expressada com o início e fim de latitude e longitude do que como um simples ponto. Ou, um espécime antigo pode ser apenas marcado com as datas de um cruzeiro e não o dia que foi coletado, pois tudo que sabemos é que as coletas ocorreram durante vários meses. Por estas razões, o OBIS adicionou os campos de início e fim para as informações de tempo e localização.
Entretanto, o esquema do OBIS necessita ser compatível com o Darwin Core, assim nós precisamos manter as opções originais de campos únicos. Assim nós terminamos com um campo para, por exemplo, Latitude, um para Latitude Inicial e um para Latitude Final.
Implementando os Campos de Início/Fim.
O modo de como você irá implementar os campos de Início/Fim dependerá do tipo de dados que você tiver. Entretanto indiferentemente da estrutura dos seus dados, você nunca deverá inserir o mesmo valor em mais do que um campo – você pode fazer com que o banco de dados faça isso automaticamente.
Durante todas as seguintes orientações, nós usaremos a latitude como um exemplo. Entretanto, as mesmas orientações se aplicam aos outros campos com Início/Fim: Ano de Coleta, Mês de Coleta, Dia de Coleta, Horário do Dia e Longitude.
Caso 1: Todas as suas latitudes são pontos de latitude, sendo que nenhum deles tem latitudes de início e final separadas.
Neste caso, você deve ter um campo “Latitude” em seu banco de dados onde você insere essa informação. Quando você instalar o DiGIR e mapear seus dados para o esquema OBIS, seus campos “Latitude” serão plotados para os campos do Esquema OBIS para “Latitude”, “Latitude Inicial” e “Latitude Final”.
Caso 2: Você tem amostras que foram obtidas em um espaço e gostaria de registrar a latitude de início e fim para todas elas.
Você deveria ter os campos “Latitude Inicial” e “Latitude Final” em seu banco de dados. Estes serão mapeados nos mesmos campos no Esquema OBIS. Você assim terá uma opção. O campo “Latitude” é necessário no Esquema do OBIS e um campo no Darwin Core, assim você deve mapear este com algum campo em seu banco de dados.
Solução A: A melhor opção é fazer uma visualização do OBIS no seu banco de dados e criar um campo de “Latitude” que será a média de seus campos “Latitude Inicial” e “Latitude Final” (ex. a soma dos campos e sua divisão por 2).
Solução B: Se o espaço coberto pela amostra é relativamente pequeno, você pode achar que usar apenas o campo “Latitude Inicial” já é o suficiente.
Em ambos os casos, você deve certificar-se que a localização é precisa (veja abaixo).
Caso 3: Algumas das suas amostras foram obtidas em um ponto e algumas foram obtidas percorrendo uma distância.
Neste caso, você pode usar o mesmo método que no Caso 2 acima. Para aquelas amostras que foram obtidas com um ponto, a simples abordagem é para ter campos “Latitude Inicial” e “Latitude Final” iguais. Você pode os completar individualmente, copiando e colando, ou por um pequeno texto/itinerário. Alternativamente, você pode deixar o campo “Latitude Final” em branco, mas lembre que você terá que ter uma forma de definir os campos posteriormente com a precisão apropriada (veja abaixo).
Completando os campos de Precisão das Coordenadas – comentários gerais
Este campo (veja abaixo) indica a precisão com que as localizações de latitude/longitude são dadas. Este é normalmente uma função do método utilizado (GPS, etc.). Mesmo que este não seja um campo necessário, este é muito importante e nós recomendamos extremamente que você inclua isso em todos que for possível. Note que a unidade é metros e para os campos latitude e longitude são informados como graus decimais. Note que quando existe dúvida é sempre melhor errar para o lado indicando um maior valor neste campo – é melhor indicar um grau maior de incerteza do que reportar uma falsa precisão. Quando em dúvida, o número de dígitos da significância na latitude e longitude, pode aproximadamente, indicar a precisão. A precisão nunca deve ser menor que a incerteza criada pelo número de dados significantes na latitude e longitude (p. ex., não faz sentido informar que a localização tem precisão de 1 metro se a latitude e longitude são apenas dadas para em décimos de grau).
Precisão das Coordenadas versus Precisão de Coordenadas de Início/Fim
O Esquema do OBIS tem dois campos de precisão da localização: “Precisão das Coordenadas” e “Precisão das Coordenadas de Início/Fim”. Seguindo o caso dos exemplos das notas “Uso dos campos de Início/Fim”, este é como eles devem ser preenchidos.
Caso 1: Todas as suas latitudes são pontos de latitude, sendo que nenhum deles tem latitudes de início e final separadas.
Você deve ter um campo de precisão em seu banco de dados e usar este para estimar a precisão com cada amostra está mensurada – este será dependente do método utilizado (GPS, etc.). Quando você plotar para o Esquema OBIS, este campo irá ser mapeado como ambos os campos “Precisão das Coordenadas” e o “Precisão de Coordenadas de Início/Fim”.
Caso 2: Você tem amostras que foram obtidas no espaço e gostaria de registrar a latitude de início e fim para todas elas. Você deve ter dois campos de precisão em seu banco de dados. “Precisão das Coordenadas de Início/Fim” deve se referir para a precisão com quais pontos de início e final são conhecidos. “Precisão das Coordenadas” deve ser um valor que seja bastante grande para abranger os pontos de Início e Fim dos campos de “Latitude” e “Longitude”. Um exemplo: digamos que você está registrando um arrasto de 1 km de comprimento e usa um GPS para marcar o ponto de início e final, os quais você acredita ter um erro de medição para lat/log de algo próximo a 10 metros. Neste caso, sua “Precisão das Coordenadas de Início/Fim” é 10. Sua “Precisão das Coordenadas” irá depender da solução que você optar, A ou B acima.
Se usar a solução A e informa que o ponto médio da linha de “Latitude” e “Longitude”, assim a “Precisão das Coordenadas” é de 500m. Se você utilizar a solução B e informar a “Latitude Inicial” e “Longitude Inicial” nos campos “Latitude” e “Longitude”, assim a “Precisão das Coordenadas” é de 1000m.
Elevação Mínima e Máxima versus Profundidade
Elevação Mínima e Máxima são incluídas, pois estas são parte do Darwin Core, mas para amostras abaixo do nível do mar estas são sinônimos da Profundidade (exceto com sinais revertidos). O OBIS não pede os campos de elevação – estes são apenas informados nos campos de profundidade.
Se todos os seus dados são marinhos, você pode apenas usar profundidade em seu banco de dados. Se você quiser disponibilizar a elevação esta será calculada automaticamente como profundidade negativa, sendo o oposto verdadeiro. Apenas não entre com os números duas vezes.
Se você manejar dados não marinhos, por exemplo, dados oriundos de lagos, que você pode necessitar completar em ambos os campos. Neste caso, a profundidade indica a distância abaixo da linha da superfície, ao tempo que a elevação indica o quanto este local está acima do nível do mar. Assim uma amostra coletada a 10 metros abaixo da superfície de um lago que está localizado no topo de uma montanha de 3000 metros de altura tem a profundidade = 10 e uma elevação de 2990.
Elevação não deve ser utilizada para indicar altura a partir do fundo do mar para amostras marinhas.
Intervalo de Profundidade
O método preferido é a utilização dos campos “Profundidade Mínima” e “Profundidade Máxima”, com ambos os campos sendo iguais quando uma coleta foi feita em um único ponto de profundidade e não usar o campo de Intervalo de Profundidade. Todos os novos projetos de entrada de dados devem seguir este formato. Entretanto, nós reconhecemos que existem algumas base de dados para serem incorporadas que tem um simples campo de intervalo de profundidade e onde os provedores dos dados não tiveram tempo para catalogar individualmente cada material. Se a profundidade está sempre recordada em metros usando numerais (ex. “10” e não “dez”), assim um dos contribuintes do OBIS, SEAMAP, desenvolveu uma ótima forma para preencher automaticamente o máximo e o mínimo – você pode contatar Ben Best para mais detalhes: bbest@duke.edu. Entretanto para aqueles de vocês com campos que apresentam “de uma até 10 braçadas” e não têm tempo para converter um por um, poderá utilizar o campo “Intervalo de Profundidade” para inserir informações em texto corrido sobre a profundidade. Notar que em nenhum caso deve ocorrer o preenchimento de todos os três campos para um registro individual: se você tiver o Mínimino e o Máximo, o intervalo pode ser calculado e este não deve ser completado.
Contagem Individual versus Contagem Individual Observada
O Darwin Core foi desenvolvido a partir de usuários de museus, assim “Contagem Individual” se refere ao número de espécimes que foram preservados, não o número de indivíduos que foram capturados. O OBIS adicionou a “Contagem Individual Observada” para indicar o número total por espécies que foram coletadas. Se um estudo pesqueiro captura 100 lulas de certa espécie e preserva 10 para uma coleção de museu, a Contagem Individual será = 10 e a Contagem Individual Observada será = 100. A maioria dos bancos de dados terá apenas uma ou outra informação deste tipo registrada.
Item Relacionado do Catálogo
O Tipo de Relação e o Item Relacionado do Catálogo podem ser usados para expressar dados de marcação seguindo durante um tempo um indivíduo (p.ex., um avistamento posterior é relacionado com um avistamento anterior). Um termo especial do “Tipo de Relacionamento” pode ser definido para este.
Traduzido por OBIS no Brasil em 28 de Dezembro de 2007